A cadeia de supermercados Mercadona anunciou esta quarta-feira, dia 25 de fevereiro, que vai investir mais de mil milhões de euros na melhoria do poder de compra e das condições de trabalho dos seus colaboradores, num reforço que ganha particular relevância em Almeirim, onde a empresa tem o seu maior bloco logístico.
Do montante global, 780 milhões de euros correspondem à distribuição de prémios variáveis por objetivos, partilhados com cerca de 112 mil trabalhadores nos dois países. Em Portugal, o valor distribuído ascende a 25 milhões de euros.
De acordo com a empresa, os prémios anuais equivalem a um salário mensal para colaboradores com menos de quatro anos de antiguidade e a dois salários mensais para quem ultrapassa esse período. A estes valores soma-se ainda uma gratificação extraordinária correspondente a mais um salário mensal, também indexada ao cumprimento de objetivos.
Na prática, um trabalhador do pessoal base em Portugal, com quatro anos de antiguidade, recebeu este mês 7.000 euros brutos, dos quais 5.115 euros dizem respeito aos prémios e à gratificação adicional.
Além da componente variável, a empresa procedeu a uma atualização salarial para acompanhar a inflação. Em Portugal, o aumento acompanha a variação do Índice de Preços no Consumidor (IPC), fixado em 2,2%, enquanto em Espanha a atualização foi de 2,9%. Esta medida representa um impacto anual de 125 milhões de euros.
A retalhista anunciou ainda a melhoria das condições de trabalho através do alargamento do período de férias em mais uma semana. Em Portugal, os trabalhadores passam a beneficiar de até 29 dias úteis de férias. A medida, que entrou em vigor este ano em ambos os países, representa um custo anual de 100 milhões de euros, dos quais quatro milhões dizem respeito ao mercado português.
No total, as várias iniciativas ultrapassam os mil milhões de euros de investimento. A empresa sustenta que o reforço das condições salariais e laborais está alinhado com o seu modelo de gestão, assente na valorização das equipas, que considera determinante para os resultados alcançados em 2025, ano em que registou níveis históricos de rentabilidade e quota de mercado.












