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Ministra do Ambiente e Energia defende adaptação às alterações climáticas durante seminário em Alpiarça

Por: Inês Ribeiro 18 de Março, 2026 2 Minutos de Leitura

O auditório da Casa dos Patudos – Museu de Alpiarça está a ser palco, esta quarta-feira, dia 18 de março, do seminário “Resiliência Climática e Proteção Civil – Alpiarça na Vanguarda da Resiliência Climática”. 

Um dos momentos centrais foi a intervenção de Maria da Graça Carvalho, ministra do Ambiente e Energia, que deixou uma mensagem clara sobre a necessidade de mudar o foco da ação climática. “Já não vamos a tempo de combater as alterações climáticas, temos de nos adaptar”, afirma, defendendo que “neste momento, é mais importante a adaptação do que a mitigação das mesmas”.

A governante destacou várias medidas para reforçar a resiliência, sublinhando a importância de “criar uma rede elétrica mais resistente, com mais linhas enterradas” e de apostar em “geradores fotovoltaicos para garantir o funcionamento das redes de água em situações de crise”. Defendeu ainda a necessidade de “restaurar os ecossistemas afetados”, como forma de aumentar a capacidade de resposta natural do território.

Durante a sessão, a ministra esclareceu também os mecanismos de apoio disponíveis para os prejuízos causados pelas intempéries. “Há a questão da perda de rendimento ou prejuízos nas casas, isso é feito através de um processo na CCDR – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional, em que cada pessoa concorre individualmente”, explica, acrescentando que esses pedidos “são depois verificados pelas câmaras municipais e pagos pela CCDR”.

Já no caso das infraestruturas, sublinha que “são processos feitos pela APA – Agência Portuguesa do Ambiente, mas não são as pessoas individualmente que concorrem”, indicando que situações como problemas nas margens dos rios devem ser comunicadas às autarquias, que fazem a articulação com a APA.

Sónia Sanfona, presidente da Câmara Municipal de Alpiarça, destacou que o seminário se insere numa estratégia já em curso no concelho. “O Município tem desde o princípio delineado uma estratégia no âmbito não só da preocupação com as alterações climáticas, mas sobretudo na valorização do nosso património ambiental”, refere.

A autarca sublinha que os desafios atuais são mais exigentes do que no passado. “Hoje temos um desafio ao nível da Proteção Civil que é diferente daquele que tínhamos há umas décadas atrás”, disse, apontando mudanças como a ocupação do solo e a modernização da agricultura. Ainda assim, destacou a articulação institucional, “a relação com a Proteção Civil tem sido sempre excelente”.

Sónia Sanfona defende também a importância de momentos de reflexão conjunta. “É importante sentarmo-nos para refletir, para vermos o que é que podemos melhorar e o que é que se alterou ao longo do tempo”, explica.

Entre as preocupações do município está a reabilitação de infraestruturas críticas, como os diques do Tejo. “Os nossos diques estão sem manutenção há mais de 20 anos e são uma preocupação para nós”, alerta, acrescentando que estão em curso contactos com várias entidades para avançar com intervenções.

O encontro integra ainda sessões de trabalho colaborativo focadas na identificação de vulnerabilidades e definição de soluções estratégicas, num esforço conjunto para preparar o território para um cenário de eventos extremos cada vez mais frequentes.

A iniciativa é promovida pelo Município de Alpiarça, em parceria com o Serviço Municipal de Proteção Civil, e integra no projeto europeu Interreg Europe – RESUREXION. 

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