A Câmara Municipal de Almeirim vai avançar com um investimento de cerca de 2,2 milhões de euros para financiar as infraestruturas do novo loteamento municipal do Ludovice, onde está prevista a construção de 168 habitações a custos controlados.
Segundo o vice-presidente da autarquia, Filipe Torres, este investimento será realizado com recurso a um empréstimo no valor de 1,5 milhões de euros, sendo o restante montante assegurado pelo município, destinando-se à criação de todas as redes essenciais ao projeto. “Estamos a falar da criação de todas as infraestruturas necessárias, desde redes de água e saneamento, águas pluviais, eletricidade, gás, comunicações e iluminação pública. É um investimento essencial para criar condições para o resto do projeto”, afirmou.
O loteamento localiza-se entre a Rua Condessa da Junqueira e a Rua Moinho de Vento, numa área conhecida como Ludovice, tendo o terreno, com cerca de 4,5 hectares, sido adquirido pelo município no anterior mandato.
De acordo com o autarca, a intervenção ao nível das infraestruturas representa “o primeiro passo” de um projeto que é considerado prioritário para dar resposta à crescente procura de habitação no concelho.
O plano prevê a construção de 28 edifícios, num total de 168 fogos, com tipologias entre T2 e T4, destinados a venda a custos controlados, com o objetivo de facilitar o acesso à habitação por parte da classe média.
Filipe Torres sublinha que o município pretende contrariar o aumento dos preços no mercado imobiliário. “Queremos criar uma bolsa significativa de habitação a custos controlados, acessível à classe média, incluindo à população local que começa a ter dificuldades em encontrar casa”, afirmou.
O projeto inclui ainda a cedência de um lote com cerca de cinco mil metros quadrados à Santa Casa da Misericórdia de Almeirim, destinado à construção de uma Estrutura Residencial para Idosos, bem como a reserva de uma área semelhante para um futuro equipamento escolar.
Quanto ao desenvolvimento da obra, o vice-presidente explica que, face ao elevado custo global da construção dos edifícios, estimado em cerca de 30 milhões de euros, o município está a estudar soluções faseadas e diferentes formas de financiamento. “Não vamos conseguir fazer tudo de uma vez. Estamos a analisar linhas de financiamento, nomeadamente as que têm sido anunciadas pelo Governo para a habitação, para avançar por fases”, referiu.
A execução das infraestruturas deverá arrancar ainda este ano, com o lançamento do concurso público previsto para breve, e uma duração mínima de cerca de um ano. A construção dos edifícios só deverá avançar numa fase posterior, não sendo expectável antes de 2028.
O autarca garantiu ainda que a autarquia tem capacidade financeira para suportar o empréstimo, considerando este investimento “necessário e prioritário”, enquadrado nos principais eixos estratégicos do município, que incluem as áreas da habitação, educação e saúde.













