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Festival Raízes Vivas reúne 20 chefs e debate futuro da alimentação em Santarém

Por: Daniel Cepa 17 de setembro, 2026 5 minutos de leitura

O Festival Raízes Vivas regressa, nos dias 25 e 26 de setembro, aos jardins das Portas do Sol, em Santarém, com a participação de 20 chefs e um programa de 11 sessões dedicado à alimentação, biodiversidade, sustentabilidade e futuro do território.

Com curadoria do chef Rodrigo Castelo, a segunda edição do festival aproxima a gastronomia dos produtores, da agricultura e do património ribatejano, conjugando experiências gastronómicas com debates, atividades práticas, artesanato, ofícios tradicionais, música e outras manifestações da cultura regional.

Promovido pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, em parceria com a Câmara Municipal de Santarém, o festival apresenta-se como uma “reserva viva da cultura ribatejana”.

Depois da primeira edição, realizada na aldeia avieira das Caneiras, o evento muda-se para o centro da cidade. Na sexta-feira, 25 de setembro, as portas abrem às 16h00 e a programação prolonga-se até às 02h00. No sábado, 26 de setembro, o festival decorre entre as 12h00 e as 02h00.

O passe geral para os dois dias custa dez euros, enquanto o bilhete diário tem o valor de 7,50 euros. A entrada é gratuita para crianças até aos 12 anos.

Os Jardins da Gastronomia vão reunir Rodrigo Castelo, Vítor Adão, Lídia Brás, Miguel Laffan, Octávio Freitas, Rui Lima Santos, João Simões, Diogo Caetano, Vânia Jarimba, Maurício Lage, José Lino, António Loureiro, António Queiróz Pinto, André Cruz, Justa Nobre, Lígia Santos, Noélia Jerónimo, Ricardo Luz, Joana Candeias e Miguel Silva.

A Associação Académica de Santarém e a Sociedade Recreativa da Romeira associam-se igualmente à componente gastronómica, centrada na valorização dos produtos regionais, das raças autóctones, da biodiversidade e na redução do desperdício.

Entre os produtos em destaque estarão o touro bravo, os bovinos de raça preta, o javali e espécies do ecossistema fluvial, como o siluro. A utilização de espécies invasoras ou pouco aproveitadas na cozinha pretende estabelecer uma ligação entre a gastronomia e os temas ambientais abordados no Palco Futuro.

O Palco Futuro recebe, ao longo dos dois dias, 11 sessões com chefs, produtores, investigadores e outros profissionais ligados ao território.

O programa aborda temas como a criação de animais, os ecossistemas fluviais, o equilíbrio das populações de javalis, a apicultura, a gestão da água, o olival, a agricultura regenerativa e a relação entre a saúde humana, animal e ambiental.

Na sexta-feira, a programação começa, às 17h00, com a sessão “Touro Bravo: A Tradição ao Serviço do Ecossistema”, que junta Miguel Ortega Cláudio e Rodrigo Castelo.

Segue-se, às 17h40, “Raças com Raízes: Bovinos, Paisagem e Equilíbrio dos Ecossistemas”, com Vítor Gonçalves e o chef António Queiróz Pinto.

A conversa “Santarém Capital do Futuro: Um Ecossistema Social Vivo” realiza-se, às 18h20, com a participação de representantes das escolas superiores Agrária e de Saúde de Santarém, Rodrigo Castelo e a Vivid Farms.

O programa de sexta-feira termina, às 19h00, com a sessão “Que Mundo Estamos a Alimentar”, dedicada à agricultura regenerativa.

No sábado, as sessões começam, às 15h00, com “Pescar para Reequilibrar: O Siluro e o Equilíbrio dos Ecossistemas”. Às 16h00, o engenheiro florestal Rui Pombo e o chef Vítor Adão participam na conversa “Caçar para Equilibrar: O Javali, a Tradição e o Território”.

A apicultura, a gestão da água e a preservação do olival estarão igualmente em debate durante a tarde. A programação termina, às 19h00, com a sessão “Uma Só Saúde: A Saúde é Única e Indivisível”.

A Praça de Produtores, Artesãos e Agricultores vai reunir queijeiros, apicultores, oleiros, cesteiros, conserveiros, produtores de azeite e doceiros, dando visibilidade ao trabalho e aos produtos da região.

A Rua dos Ofícios será dedicada a profissões relacionadas com o universo taurino, incluindo fabricantes de arreios, alfaiates especializados em trajes de campino, cavaleiro e toureiro, ferradores e emboladores.

Nas Hortas Regenerativas, os visitantes poderão participar em atividades sobre agricultura regenerativa e biológica, agroecologia, compostagem, utilização eficiente da água e conservação de sementes tradicionais.

A programação musical começa, na sexta-feira, às 22h00, com os Três Bairros, que vão receber como convidados Mafalda Veiga e Marco Rodrigues.

No sábado, a Orquestra Típica Escalabitana atua, às 14h00, enquanto os Deixa Andar sobem ao palco, às 22h00. O DJ Boinas assegura a animação a partir da meia-noite nos dois dias.

O recinto contará ainda com animação itinerante pelas charangas Ruído à Portuguesa, Os Camisa Negras e As Fresquinhas, bem como jogos tradicionais, oficinas, áreas para piqueniques e espaços de convívio com vista para o rio Tejo.

Como atividade paralela, a segunda Grande Corrida de Toiros Raízes Vivas realiza-se, no sábado, 26 de setembro, às 15h45, na Ribeira de Santarém.

Inicialmente prevista para São Bento, a corrida foi transferida por motivos de organização, mantendo-se no concelho de Santarém.

Os bilhetes custam 25 euros para a bancada de sol e 30 euros para a bancada de sombra. As modalidades que incluem o passe geral para os dois dias do festival têm o valor de 30 e 35 euros, respetivamente.

As receitas da corrida revertem para o Santuário do Santíssimo Milagre. A componente solidária estende-se à gastronomia, com as receitas das vendas dos pratos a reverterem para a Associação Raízes Vivas, a Associação Académica de Santarém e a Sociedade de Recreio e Educativa da Romeira.

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