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Teatro Sá da Bandeira apresenta programação com Ana Bacalhau, teatro, jazz e projetos comunitários

Por: Daniel Cepa 19 de setembro, 2026 6 minutos de leitura

O Teatro Sá da Bandeira (TSB), em Santarém, apresentou a programação para os últimos três meses de 2026, reunindo propostas de teatro, dança, música, escrita e criação comunitária. Os bilhetes ficam disponíveis a partir de terça-feira, 22 de setembro, às 10h00.

Sob o tema “Entre Memória e Futuro”, a programação percorre questões como os direitos das mulheres, a crise da habitação, as alterações climáticas, a identidade e a preservação da memória coletiva.

Segundo o TSB, a agenda de outubro a dezembro procura afirmar o equipamento cultural como uma “Casa de Portas Abertas”, promovendo o encontro entre artistas, públicos e comunidade.

“O Teatro Sá da Bandeira é Casa e a Porta está Aberta”, refere a estrutura cultural na apresentação da nova temporada.

A programação começa, no dia 2 de outubro, às 21h30, com “As Cores da América Latina”, uma criação da companhia Panorando integrada no Festival Internacional de Teatro para a Infância e Juventude (FITIJ).

O espetáculo combina teatro e dança, partindo de manifestações tradicionais do Chile, Peru e Brasil. A criação recorre a cores e máscaras inspiradas no Carnaval Maranhense para recuperar memórias e tradições populares da América Latina. O bilhete tem o preço único de cinco euros.

Nos dias 9 e 10 de outubro, às 21h30, será apresentado “Temporal”, de Carlos M. Oliveira. A criação parte de documentos de arquivo e das histórias teatrais vividas pelo pai do autor, colocando em diálogo diferentes épocas, imagens e públicos. O bilhete custa cinco euros.

A programação de outubro termina, no dia 16, às 21h30, com “Nós, Sozinhas”, de Sara Barros Leitão. O espetáculo recupera a história da interrupção voluntária da gravidez em Portugal, revisitando os julgamentos, os dois referendos e a mobilização da sociedade civil que conduziu à sua despenalização. O preço de entrada é de cinco euros.

Em novembro, o TSB promove uma reflexão sobre a atual crise da habitação e o futuro das cidades.

No dia 5 de novembro, às 18h30, realiza-se a mesa-redonda “Escola da Assembleia: A Falta de Habitação, a Vida Comunitária e o Futuro das Cidades”, com entrada gratuita.

A sessão antecipa a apresentação de “O Mal na Raiz”, de Guilherme Gomes, marcada para 7 de novembro, às 21h30. Inspirada no mito de Antígona, a peça acompanha a resistência de uma comunidade perante a destruição do seu bairro para dar lugar à construção de um hotel.

O espetáculo conta com a participação do Coro do Círculo Cultural Scalabitano e procura questionar “que cidades queremos construir e para quem as construímos”.

A oficina de escrita “Escrivaninha”, orientada por Keli Freitas, decorre aos sábados, entre 7 e 28 de novembro, das 10h00 às 13h00. Destinada a maiores de 14 anos, a atividade propõe exercícios, leituras e partilhas a partir da memória, da imaginação e da observação do quotidiano. A participação é gratuita, mediante inscrição.

No dia 13 de novembro, às 21h30, sobe ao palco “Sumário: Auto da Barca do Inferno”, de Raquel Castro. A produção da companhia Razões Pessoais parte da obra de Gil Vicente para refletir, com humor, sobre as relações entre alunos, professores, escola e teatro.

O espetáculo integra o projeto Próxima Cena, promovido pelo Teatro Nacional D. Maria II e pela Fundação “la Caixa”, em colaboração com o Banco Português de Investimento (BPI). O bilhete custa cinco euros.

A música ganha destaque, no dia 20 de novembro, às 21h30, com a abertura do FÓS 2026, na Catedral de Santarém.

O concerto inaugural junta, pela primeira vez, o acordeonista português João Barradas e o pianista, organista e compositor britânico Kit Downes, duas figuras ligadas ao jazz europeu.

O encontro entre acordeão e órgão combinará obras compostas especificamente para a ocasião com momentos de improvisação. A entrada é gratuita.

A programação de dezembro começa, no dia 5, às 20h00, com “Comer a Terra”, do Teatro da Didascália.

A proposta assume o formato de espetáculo-jantar e aborda temas como a alimentação, a globalização, a desigualdade e a crise climática. A lotação é limitada e o bilhete custa 15 euros, incluindo prato principal, água, um copo de vinho, sobremesa e digestivo.

No dia 11 de dezembro, às 21h30, Ana Bacalhau atua no Teatro Sá da Bandeira. A cantora apresenta o seu trabalho mais recente, marcado pelo álbum “Mundo Antena” e pelo EP “Lado AB”. Os bilhetes custam 20 euros.

O último espetáculo do ano será “Operários do Natal”, uma produção do Teatro Sá da Bandeira desenvolvida com a participação da comunidade.

As apresentações decorrem nos dias 17, 18 e 19 de dezembro, às 21h30, e no dia 20, às 11h00.

O projeto parte do álbum com o mesmo nome, editado, em 1978, por Carlos Mendes, Fernando Tordo e Paulo de Carvalho. A produção reúne músicos e cantores locais, sob direção de João Madeira, assim como a Academia de Dança e Expressão Cultural do Círculo Cultural Scalabitano, o Conservatório de Música de Santarém, Sofia Vieira, da Livraria Aqui Há Gato, e o figurinista e cenógrafo Miguel Morazzo.

Segundo o TSB, o espetáculo pretende celebrar o Natal através da música e da criação comunitária, refletindo sobre as diferentes pessoas e profissões envolvidas na construção desta época do ano.

Os bilhetes estarão disponíveis a partir de 22 de setembro, às 10h00, na bilheteira do Teatro Sá da Bandeira, que funciona de terça a sexta-feira, das 10h00 às 12h00 e das 14h00 às 16h00.

Nos dias de espetáculo realizados fora deste horário, a bilheteira abre uma hora antes. A venda e a reserva podem também ser efetuadas na plataforma BOL e nas lojas Worten e FNAC.

A programação conta com o apoio da Direção-Geral das Artes e da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.

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