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Das provas cegas à primeira gala ao vivo: Débora D’Oliveira destaca-se no The Voice Portugal

Por: Inês Ribeiro 31 de Dezembro, 2025 2 Minutos de Leitura

Nascida e criada em Almeirim, Débora D’Oliveira marcou presença este ano no grande palco dos talentos musicais portugueses e chegou até à primeira gala ao vivo (top 16) do The Voice Portugal, na qual foi eliminada, no dia 14 de dezembro. Cinco anos depois da última participação em concursos, a jovem cantora regressou ao programa com mais maturidade, uma história feita de persistência e um percurso que surpreendeu quem a acompanhou dentro e fora do palco.

A viver em Lisboa há oito anos, onde partilha casa com o namorado, Débora D’Oliveira concilia uma rotina profissional exigente com a paixão pela música. Trabalha como Market Specialist no BNP Paribas, depois de ter estudado Direito e concluído o estágio da Ordem dos Advogados, percurso que acabou por não prosseguir, ao perceber que o seu futuro passava, inevitavelmente, por outras ambições.

Apesar disso, a música sempre lá esteve. A formação começou ainda na adolescência, no Conservatório de Santarém, onde aprendeu aquilo que viria a ser a base técnica do seu crescimento vocal. “Existiam muitos sonhos, mas pouca coragem”, confidencia. O salto para o mundo das atuações surgiu quase por acaso, num karaoke em família. O pai, o primeiro grande incentivo, ajudou-a a perceber que havia mais na sua voz do que ela própria imaginava. E foi a partir desse momento que nasceu a determinação de tentar, de errar, de aprender e de se expor ao público.

Débora D’Oliveira olha agora para a experiência como um capítulo importante do seu percurso. “Foi incrível viver tudo isto, mesmo que por pouco tempo”, conta. As emoções continuam intensas, e a passagem pelo programa permitiu-lhe consolidar foco, segurança e maior capacidade de trabalho.

A concorrente descreve esta experiência como “uma oportunidade inacreditável”, destacando o convívio com participantes de vários estilos, a aprendizagem com vocal coaches e, sobretudo, a relação com a sua mentora, Sara Correia. A fadista, conhecida pela entrega emocional, encontrou em Débora D’Oliveira uma intérprete igualmente guiada pelo coração. “Somos de estilos diferentes, mas temos uma forma muito próxima de cantar com a alma”, sublinha a cantora, que garante que Sara Correia seria sempre a sua escolha.

Apesar do entusiasmo, a vida fora dos palcos está longe de ser simples. “Tem sido complicado conciliar a música com a vida de forma geral”, admite. Renovou a casa recentemente, está a organizar o seu casamento e continua a trabalhar a tempo inteiro. Uma rotina exaustiva que, no entanto, não apaga a vontade de cantar. “Quem quer, consegue arranjar sempre um bocadinho de energia e de tempo”, afirma, com orgulho no seu percurso.

O balanço da participação é positivo, mas terminou mais cedo do que esperava. Depois de garantir lugar nas batalhas, Débora D’Oliveira diz que cada passo no programa foi uma vitória e uma oportunidade de aprender. Nos bastidores, muitas vezes invisíveis ao público, constroem-se ligações, trocam-se conselhos e treinam-se técnicas que, para qualquer artista em ascensão, fazem toda a diferença.

Quanto ao futuro, a cantora assume, sem rodeios, que continua a sonhar em crescer como artista e alcançar o seu lugar na música. Acredita no trabalho que tem feito e no potencial transformador que a participação no programa proporcionou. “Espero mesmo que este seja o impulso que me abra novas portas”, confessa. No passado, a competição já lhe permitiu trabalhar como back vocal de alguns artistas portugueses. Agora, ambiciona o passo seguinte, tornar-se a artista principal, construir a sua própria carreira e lançar músicas que toquem quem as ouve.

Débora D’Oliveira sonha ser uma artista capaz de usar a voz como meio de criar impacto positivo no mundo. Apesar de já não estar no programa, a determinação que a caracteriza continua visível e a almeirinense que se descobriu num karaoke familiar está mais preparada do que nunca para fazer da música o seu caminho.

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