Shopping cart

No Widget Added

Please add some widget in Offcanvs Sidebar

  • Home
  • Desporto
  • “O papel de coordenador está cada vez mais difícil de gerir”
Desporto

“O papel de coordenador está cada vez mais difícil de gerir”

Por: Daniel Cepa 31 de Dezembro, 2025 2 Minutos de Leitura

Bruno Morais é o coordenador do Footkart e  começou a jogar futebol federado aos nove e só parou aos 32 anos. No mundo do treino de formação começou a vivenciar essa experiência com apenas 16 anos e tomou-lhe o gosto até hoje.

Como está a correr a temporada desportiva?

A época desportiva 2025/26 está a decorrer, dentro do planeado e idealizado pelo clube e coordenação.

Atualmente, temos 14 equipas inscritas na Associação Futebol de Santarém: 10 equipas desde os Benjamins aos Infantis, nas respetivas ligas e campeonatos da Associação de Futebol de Santarém e muito bem enquadradas nos níveis competitivos; quatro equipas desde os Petizes aos Traquinas em atividades lúdicas. Continuamos, diariamente, a receber novos jogadores e a dar continuidade ao processo de ensino no futebol de formação. Ver crianças a “crescer futebolísticamente” é um motivo de orgulho e dá força para continuar esta missão.

A que se propôs o clube e, em particular, o coordenador?

O clube, tal como o coordenador, desde a sua criação, propõe-se, diariamente, a contribuir para incutir nos jovens atletas a forma e o significado de estar no Clube através de uma série de valores e princípios, tal como o que é nós a nossa:

Missão – “transportar através da prática desportiva o desenvolvimento das relações socioculturais no contexto desportivo, assim como incentivar a prática desportiva com hábitos saudáveis.

Elevar o nível técnico e tático dos praticantes, entre outros.”

Visão – “ transportar para toda a comunidade de que o respeito, fair play, amizade, ocupação desportiva, construção de uma cidadania saudável são a máxima do clube, entre outros”.

Objetivos – “transportar para toda a comunidade a imagem de uma aposta nos jovens na prática desportiva e na formação saudável dos mesmos, entre outros”.

Como está a lidar com este papel de coordenador?

O papel de coordenador num clube de futebol de formação, está cada vez mais difícil de gerir, pois existem cada vez mais exigências burocráticas e formativas a nível das entidades competentes (Federação Portuguesa de Futebol e, consequentemente, Associação de Futebol de Santarém), assim como dos encarregados de educação, no entanto, a nível pessoal, com a ajuda e apoio de toda a estrutura diretiva e técnica, posso considerar-me um privilegiado no papel de coordenador. O clube soube crescer e tem, no momento, uma estrutura organizacional que lhe permite responder às necessidades do dia-a-dia de uma forma responsável e serena.

É muito diferente das funções que teve até agora?

Sempre tive uma ligação constante, emotiva e duradoura para com o futebol e, em particular, ao futebol de formação, juntando a isso a experiência profissional, tudo se torna mais fácil, no cumprimento desta função. Tem sido uma aprendizagem, mais em termos de relacionamento interpessoal, do que em termos de futebol mas, com vontade, dedicação, empenho e abertura para aprender e fazer melhor temos levado “o nosso barco a bom porto”. 

Não acumula com nenhuma equipa?

Sim, atualmente, sou também treinador no Escalão de Infantis onde, semanalmente, estou todos os dias em campo a dar e a acompanhar treinos, para além dos jogos ao fim de semana.

O que tem de acontecer até maio que o deixe realizado com a temporada desportiva?

Essa é a pergunta que todos pensam e medem, ou seja, qual o resultado final da época desportiva e se formos campeões de algo.

Muito sinceramente, todos gostamos de ganhar algo estando a competir com outros, no entanto, não posso avaliar o sucesso ou insucesso desportivo de uma época no futebol de formação e no clube, em particular, apenas por títulos desportivos.

O que tem de acontecer até maio / junho, é um processo de dez meses de trabalho, com uma orientação clara nos nossos atletas e com a procura do melhor contexto para cada um deles, tendo como premissa dar-lhes ferramentas para evoluírem em contexto de treino e de jogo para serem melhores atletas e pessoas.

Resumindo e fazendo uma analogia, não podemos avaliar a qualidade do pasteleiro e do bolo apenas pela cereja no topo, mas sim por todo o processo de confeção até chegar à colocação da cereja.

São frequentes as comparações com U. Almeirim, tanto mais que o presidente do U. Almeirim antes esteve no Footkart. Lida bem com isso ou isso passa ao lado do plano desportivo?

Honestamente, “ as comparações” é um tema que me passa completamente ao lado.

No plano desportivo, a mim, como coordenador do Footkart, só faz sentido ter uma relação de proximidade com o União Futebol Clube de Almeirim para o bom funcionamento e evolução do futebol de formação em Almeirim.

Como é a sua relação com António Vidigal?

A minha relação com o Presidente António Vidigal é, acima de tudo, de pura amizade e respeito, o que leva a estarmos em sintonia no que toca a tudo o que seja relacionado com o Footkart.

Concorda também que o Footkart não deva ter formação no Futebol 11?

Existe um protocolo feito neste tema, onde vai para a quarta época de implementação. Sendo eu, apenas mais um elemento a trabalhar em prol futebol de formação em Almeirim, a melhor resposta está nos resultados desse mesmo protocolo e esses resultados estão à vista de todos.

Etiquetas Relacionadas:

Notícias relacionadas