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Caudais do Tejo mantêm-se elevados e várias estradas continuam cortadas no concelho de Almeirim

Por: Daniel Cepa 09 de Fevereiro, 2026 2 Minutos de Leitura

Apesar de algum alívio ao longo do dia de hoje, resultante da diminuição do débito das barragens portuguesas e espanholas, os caudais do rio Tejo continuam elevados e sem sinais de descida significativa, segundo a informação mais recente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

De acordo com a entidade, apesar de algumas oscilações, os níveis mantêm-se altos e as previsões meteorológicas apontam para a continuação de precipitação intensa na bacia hidrográfica do Tejo, o que poderá agravar o cenário nos próximos dias.

Perante esta situação, o Plano Especial de Emergência para Cheias na Bacia do Tejo mantém-se no nível de alerta vermelho.

No concelho de Almeirim, as cheias já provocaram o corte de várias vias rodoviárias. Estão submersas ou interditas a circulação a ER-A2 entre a Ponte de Benfica do Ribatejo e a EN114, bem como o troço da ER-A2 entre a EN114 e a EN368. A ER-A6 entre Foros de Benfica e Muge encontra-se igualmente cortada, tal como a EM1390 no cruzamento da EN118 para Foros de Benfica.

A situação afeta ainda a EM581, entre a Zona Industrial e Fazendas de Almeirim, a EM583 entre a Barreira Branca e Fazendas de Almeirim, a EN114 entre Almeirim e a Tapada, a Rua do Moinho de Vento (EM581) e a Estrada do Vale do Peixe (EM583), todas com lençóis de água que impedem a circulação em segurança.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) alerta para a possibilidade de inundações urbanas, cheias provocadas pelo transbordo de linhas de água e ribeiras, instabilização de vertentes e movimentos de massa, como deslizamentos e derrocadas.

Entre os efeitos expectáveis estão também o arrastamento de objetos para as vias rodoviárias, piso escorregadio, formação de lençóis de água e a interdição de outras estradas por submersão. As barragens da bacia do Tejo continuam a debitar caudais elevados, contribuindo para a manutenção do risco.

O Comando Regional de Lisboa e Vale do Tejo da ANEPC, em articulação com os Serviços Municipais de Proteção Civil, continua a acompanhar a situação no terreno, através dos Comandos Sub-Regionais da Lezíria do Tejo e do Médio Tejo.

As autoridades reforçam os apelos à população para adotar medidas de autoproteção, nomeadamente retirar equipamentos, viaturas e bens das zonas habitualmente inundáveis, salvaguardar os animais em locais seguros, evitar atravessar estradas ou zonas alagadas, a pé ou de viatura, e manter-se informada através dos canais oficiais.

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