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Mau tempo causou danos graves em várias IPSS do distrito

Por: Daniel Cepa 09 de Fevereiro, 2026 2 Minutos de Leitura

A passagem da recente tempestade pelo distrito de Santarém provocou prejuízos significativos em várias Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), afetando lares, creches, centros de dia e outras respostas sociais essenciais ao apoio de idosos, crianças, pessoas com deficiência e famílias em situação de vulnerabilidade.

Segundo a UDIPSS Santarém – União Distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social, desde os primeiros momentos foi estabelecido contacto com as instituições associadas para avaliar os impactos no terreno. Embora algumas IPSS não tenham sido atingidas, “um número relevante registou danos materiais graves e constrangimentos operacionais sérios, sobretudo no norte do distrito”.

Entre os principais problemas identificados estão destelhamentos extensos, queda de árvores sobre edifícios, destruição de claraboias, painéis fotovoltaicos e coberturas, infiltrações, rachas em paredes, danos em parques infantis, anexos e viaturas utilizadas no transporte de utentes. Em vários casos, as instituições ficaram sem eletricidade, água, internet e comunicações.

A UDIPSS Santarém refere ainda que algumas respostas sociais ficaram parcialmente inoperacionais, obrigando à adoção de soluções de emergência para garantir a segurança dos utentes. “Graças ao enorme empenho das direções, trabalhadores, voluntários, escuteiros e ao apoio das autarquias, bombeiros, Proteção Civil e Forças Armadas, o apoio essencial foi, na esmagadora maioria dos casos, mantido”, sublinha a estrutura distrital.

Para além dos danos físicos, as IPSS enfrentam agora encargos financeiros muito elevados. Reparações urgentes, substituição de equipamentos, aumento dos custos com energia, água, combustível, alimentação e pagamento de horas extraordinárias estão a colocar em risco a tesouraria de instituições que já operam com margens muito reduzidas.

A UDIPSS Santarém alerta que muitas destas despesas não estão totalmente cobertas por seguros e considera “essencial que sejam ativados mecanismos excecionais de apoio às IPSS afetadas, compatíveis com a dimensão dos prejuízos e com o papel absolutamente insubstituível que estas instituições desempenham no território”.

“Não podem, nem devem, ficar sozinhas a suportar os custos de uma catástrofe desta dimensão”, conclui a UDIPSS Santarém, lembrando que as IPSS são um pilar fundamental da coesão social no distrito.

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