Os caudais do rio Tejo registaram uma descida nos últimos dias, segundo informação divulgada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), devido à diminuição dos volumes afluentes provenientes do conjunto das barragens, embora os níveis se mantenham ainda elevados.
Em comunicado, o Comando Regional de Lisboa e Vale do Tejo da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil refere que “de acordo com as previsões meteorológicas, que apontam para uma melhoria do estado do tempo, é expectável que a tendência de descida dos caudais na bacia hidrográfica do Tejo se mantenha nos próximos dias.”
“Apesar disso, o recuo das águas nas zonas alagadas está a ser mais lento do que o processo de inundação, dependendo da capacidade de infiltração dos solos e do escoamento superficial”, adianta.
Esta segunda-feira, dia 16 de fevereiro, a Comissão Distrital de Proteção Civil reuniu-se no âmbito do Plano Especial de Emergência para Cheias na Bacia do Tejo e determinou o desagravamento da situação para nível de alerta amarelo.
Mantêm-se, contudo, várias vias afetadas no distrito, nomeadamente no concelho de Almeirim: EN 368 (Tapada/Alpiarça); ER A2 (ligação EN114–EN368), submersa; ER A2 (Ponte de Benfica do Ribatejo–EN114), submersa; ER A6 (Foros de Benfica–Muge), submersa; e EN114 (Almeirim–Tapada), igualmente submersa.
Hoje, uma equipa da Força Especial de Proteção Civil esteve no terreno em Almeirim a avaliar os danos causados pelas cheias nas vias de comunicação, nomeadamente a EN114 (Almeirim–Tapada), através de meios aéreos não tripulados.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, através do Comando Regional de Lisboa e Vale do Tejo, em particular dos comandos sub-regionais da Lezíria do Tejo e do Médio Tejo, continuará a acompanhar a evolução da situação, em articulação com a APA, a Infraestruturas de Portugal, a EDP Produção, os Serviços Municipais de Proteção Civil e restantes agentes de proteção civil, sendo emitidos novos comunicados sempre que se justifique.












