Poucas horas depois de se aperceber da dimensão da tragédia na zona centro do país, Pedro Matos, proprietário da Fresco Puro, decidiu que tinha de reagir e ajudar, mas na mesma hora percebeu que sozinho não conseguia ter a escala que a resposta exigia. É aqui que surge Paulo Frutuoso, gerente da imobiliária HOME.
“Nós criámos um grupo no WhatsApp e a divulgação por muita gente foi determinante para, que num espaço de dois ou três dias, conseguirmos ter um camião completo para iniciar a viagem à zona de Leiria”, explica Pedro Matos.
O empresário dedicado ao comércio de frutas e legumes, explica que há dois pontos de recolha. A Home, no parque das Laranjeiras, e o armazém de Pedro Matos, na zona industrial, para bens de maior dimensão e mais pesados. Na primeira carga foram telhas, comida e até mobília.
“Assim que começámos a subir a A8, a partir da Nazaré, vimos um cenário de destruição e só mesmo quem lá vai e quem vê o cenário é que sabe que se parece com um cenário de filme. Nem nos passa da cabeça. Há uma grande diferença entre a televisão, aquilo que vimos e que sentimos a falar com as pessoas. Há uma necessidade extrema neste momento de ajudar estas pessoas, fizemos o nosso dever acho que ajudamos bastante”, detalha Pedro Matos.
Já no terreno e com elos de ligação estabelecidos com pessoas na Marinha Grande, o grupo de Almeirim dirigiu-se até lá.
“A nossa receção no terreno foi de gratidão. Agradeceram-nos e quando viram o nosso camião até meteram as mãos na cabeça. Pesavam que era algo mais pequeno. Tivemos uma receção espetacular e sentimos que valeu a pena. Sentimos que era preciso fazemos isto. Hoje eles e amanhã também podemos ser nós a precisar”, sublinha o empresário.
Depois de cumprida esta primeira entrega, o grupo continua a com a recolha. “Agora é esperar que tenhamos donativos para voltamos à carga. Assim que for possível, voltamos a ir para a Marinha Grande ou Ferreira do Zêzere porque, não só aquela zona de Leiria mas Pombal e Ferreira do Zêzere foram muito muito muito muito afetados, e também é preciso ajuda nessa zonas”, explica Pedro Matos.












