A Ecolezíria encontra‑se em processo de negociação com três empresas de gestão e tratamento de resíduos, com vista ao encerramento definitivo do Aterro Sanitário da Raposa, embora ainda não existam datas concretas definidas para a conclusão do processo.
Segundo Joaquim Catalão, presidente da Câmara Municipal de Almeirim e vogal do Conselho de Administração da Ecolezíria, o encerramento do aterro é uma decisão irreversível, estando a empresa, numa primeira fase, a procurar soluções para a redistribuição dos resíduos sólidos urbanos atualmente depositados na Raposa.
“Estamos a tentar encontrar uma viabilidade para a distribuição dos resíduos dos vários concelhos por diferentes operadores. É um processo que está em negociação e estamos a fazer esse caminho. Neste momento, a prioridade é encontrar um local onde possamos colocar os nossos resíduos para, depois, avançar para a selagem da célula do aterro atual. É um processo urgente”, referiu o autarca.
Os resíduos produzidos nos concelhos de Almeirim, Alpiarça, Benavente, Cartaxo, Coruche e Salvaterra de Magos, cuja gestão é da responsabilidade da Ecolezíria, deverão ser encaminhados para as empresas RSDJ (Resitejo), na Chamusca, Valor Sul, em Santa Iria da Azóia, e Gesamb, em Évora.
O processo tem sofrido atrasos devido às dificuldades destas empresas em receber os resíduos, consequência da falta de emissão de licenças por parte da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
“Neste momento, a urgência é encontrar um local, o que não está fácil, porque falamos de resíduos produzidos por seis municípios, e não apenas por Almeirim”, sublinhou Joaquim Catalão.
Numa segunda fase, o processo passará pela escolha de um parceiro para o tratamento dos resíduos recicláveis, entre a RSDJ e a Valor Sul, assegurando a triagem e encaminhamento de materiais valorizáveis, como plástico, vidro e papel, para os respetivos centros de tratamento.
Concluída a redistribuição dos resíduos e o encerramento da célula do aterro, a terceira fase prevê a valorização do espaço do Aterro da Raposa, incluindo a melhoria da estação de transferência, a construção de novos pavilhões para armazenamento de resíduos recicláveis e a melhoria das condições de trabalho dos funcionários.
No final do seu ciclo de vida, a célula do aterro será selada e impermeabilizada com telas de geomembrana, sendo posteriormente coberta por uma hidrossementeira, técnica que consiste na projeção de uma mistura aquosa de sementes e matéria orgânica, permitindo a recuperação paisagística da área e conferindo‑lhe o aspeto final de monte verde.
No próximo dia 13 de abril, o vice‑presidente da CCDR Lisboa e Vale do Tejo para a área do Ambiente, Gonçalo da Costa, irá visitar o Aterro da Raposa para acompanhar o processo de encerramento da célula e analisar os próximos passos a implementar.
Após a conclusão do processo, a instalação da Raposa passará a funcionar exclusivamente como Estação de Transferência dos resíduos recolhidos no concelho de Almeirim.












