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Semana da Ascensão’26 arrancou na Chamusca com homenagem a Sérgio Carrinho e apelo às acessibilidades

Por: Daniel Cepa 12 de Maio, 2026 2 Minutos de Leitura

A Semana da Ascensão’26 foi inaugurada no sábado, 9 de maio, na Chamusca, dando início ao maior evento cultural, recreativo e empresarial do concelho, que envolve todas as freguesias, associações e instituições do território e se prolonga até ao dia 17 de maio, atingindo o ponto alto na Quinta‑feira da Ascensão, feriado municipal, a 14 de maio, com a tradicional entrada de toiros.

A cerimónia oficial de abertura teve lugar no stand do Município, no Largo 25 de Abril, contando com intervenções do presidente da Câmara Municipal da Chamusca, Nuno Mira, e do vice‑presidente da Entidade Regional de Turismo do Ribatejo, Pedro Beato.

No seu discurso, Nuno Mira sublinhou que “a Semana da Ascensão é muito mais do que um evento festivo”, definindo‑a como “um encontro de gerações, o reencontro de famílias e amigos e o reflexo do orgulho de pertencermos a uma terra com identidade, alma e património cultural que importa preservar”. O autarca destacou ainda a importância do evento enquanto montra do concelho: “Queremos que cada visitante leve consigo a memória de uma terra acolhedora, viva e profundamente orgulhosa das suas tradições”.

Durante a sua intervenção, o presidente da Câmara fez uma referência expressiva ao antigo presidente da Câmara Municipal da Chamusca, Sérgio Carrinho, classificando‑o como uma figura incontornável do concelho e grande impulsionador da Semana da Ascensão. Nuno Mira destacou o legado deixado por Sérgio Carrinho, sublinhando que a sua visão, trabalho e dedicação foram determinantes para a consolidação e afirmação da Semana da Ascensão como uma das maiores referências culturais do Ribatejo.

“Recordá‑lo hoje é um ato de gratidão e reconhecimento por tudo aquilo que fez pelo concelho da Chamusca e pelas suas gentes”, afirmou, salientando que muito do crescimento, projeção e identidade atual do evento resulta do contributo deixado ao longo dos anos.

Quase a concluir a intervenção, Nuno Mira chamou a atenção para um dos principais desafios estruturais do concelho, a falta de acessibilidades, com especial enfoque na construção do IC3/A13, uma reivindicação antiga e sucessivamente adiada, com impactos diretos na vida quotidiana da população.

O autarca alertou ainda para os constrangimentos crescentes provocados pelo tráfego pesado associado ao Eco Parque do Relvão, que tem afetado a circulação rodoviária, a segurança e a qualidade de vida nas localidades do concelho, bem como a atratividade do território para novos investimentos.

Sublinhando que a população aguarda há demasiado tempo o cumprimento das infraestruturas prometidas, Nuno Mira reforçou que “não se trata de uma reivindicação de privilégio, mas de justiça e respeito para com um concelho que tem contribuído de forma relevante para o país”. Concluiu afirmando que “é urgente avançar com os acessos rodoviários para garantir mobilidade, segurança e desenvolvimento económico sustentável”, defendendo que, tal como a Chamusca tem cumprido o seu papel, o Governo deve cumprir a sua palavra.

Na sua intervenção, o vice‑presidente da Entidade Regional de Turismo do Ribatejo, Pedro Beato, destacou a importância da cooperação institucional na valorização do território, referindo áreas de trabalho conjunto como a gastronomia, eventos, a rede de cycling e a necessidade de uma abordagem renovada ao rio Tejo enquanto recurso estratégico com relevância nacional e internacional. O responsável adiantou ainda que estão previstas novas reuniões com o Município da Chamusca para reforçar a colaboração futura.

O primeiro dia da Semana da Ascensão ficou marcado pelo concerto de Luís Represas, no palco principal, enquanto o Cineteatro Municipal acolheu o espetáculo de folclore argentino do grupo Pampa Compañia, integrado no FIFCA. No Palco Tradição, no Jardim Maria Vaz, o público assistiu a um concerto de fado, e o Palco da Juventude, no Parque Municipal, contou com atuações da banda Deixa Rolá e do DJ John Bandeiras.

Até ao dia 17 de maio, a Chamusca volta a afirmar‑se como centro da festa maior do concelho, num programa que cruza tradição, cultura, gastronomia, música e identidade ribatejana.

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