A exposição itinerante “Nós do Tejo. Dos Caçadores Recoletores ao Mundo Romano” foi inaugurada esta sexta-feira, 4 de setembro, no Parque Alfredo Bento Calado, junto à Biblioteca Municipal de Almeirim, onde poderá ser visitada até 9 de outubro.
A sessão de inauguração contou com a presença de autarcas e representantes da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia de Almeirim, bem como da organização e da população, que teve oportunidade de conhecer a mostra dedicada à evolução das comunidades que habitaram o território da Lezíria do Tejo ao longo de milhares de anos.
A exposição está organizada em quatro módulos, identificados por diferentes cores, que acompanham os principais períodos abordados. O primeiro, de cor azul, funciona como introdução à exposição e ao território do Tejo.
O segundo módulo, a vermelho, é dedicado aos caçadores-recoletores, comunidades nómadas que viviam da caça, pesca e recoleção e que se deslocavam em função dos recursos disponíveis.
A evolução para as comunidades agropastoris é apresentada no terceiro módulo, identificado pela cor amarela. A descoberta da agricultura permitiu que os grupos humanos deixassem progressivamente o nomadismo e se fixassem nos territórios, dando origem a novas formas de organização e ocupação da paisagem.
O percurso termina com o mundo romano, representado pelo módulo verde, que aborda um período marcado por uma grande evolução civilizacional e pela integração deste território num vasto império.
Ao longo da exposição estão presentes peças arqueológicas provenientes dos diferentes concelhos envolvidos na iniciativa, com cada município a contribuir com artefactos do seu território. Almeirim está representado por denários de prata do período romano, que foram encontradas na Eira da Alorna.
Estas moedas constituem um dos testemunhos arqueológicos associados à presença romana no território e, muitas vezes, apresentavam a efígie ou representação do imperador da época, permitindo também conhecer aspetos políticos e económicos desse período.
Depois de passar por Santarém, Alpiarça, Golegã e Chamusca, a exposição prossegue agora o seu percurso pelos municípios da Lezíria do Tejo, procurando aproximar o património arqueológico da população e mostrar como as diferentes comunidades foram ocupando, transformando e construindo a paisagem da região.
A exposição pode ser visitada em Almeirim até 9 de outubro. A iniciativa resulta de uma parceria entre a Rede de Museus da Lezíria do Tejo e a Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo, com o apoio e financiamento do programa Alentejo 2030 e do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).




























