(Continuação)
Já no que diz respeito à sua vida jornalística, desde logo começou muito cedo. Após a sua Licenciatura em Direito da Universidade de Lisboa, foi chefe de redação da revista “Mais Alto”, revista oficial da Força Aérea Portuguesa, onde cumpriu o serviço militar.
Em 1973, fundou o semanário Expresso, que se tornou um marco na imprensa portuguesa, especialmente no período de transição democrática. Em 1992, lançou a SIC, a primeira televisão privada em Portugal, e em 2001 a SIC Notícias. Foi presidente do grupo Impresa e manteve-se ativo na gestão até ao fim da vida.
“Do que fiz na vida, colocaria como objetivo cimeiro a luta pela liberdade de expressão.” — (Apresentação na página da Impresa)
“Ainda hoje me considero jornalista. Tenho carteira profissional, tenho muito orgulho em tê-la e tem o número 18.” — Podcast “Deixar o Mundo Melhor”, 2023 (cmjornal.pt) (cnnportugal.iol.pt)
Francisco Pinto Balsemão será recordado como um defensor incansável da liberdade, da democracia e da comunicação social independente.
O seu percurso é um testemunho de serviço público exemplar e de compromisso com os valores fundamentais da sociedade portuguesa.
“Hoje e sempre, a única obrigação moral que poderá ser exigida ao Homem (…) é que procure deixar o Mundo onde nasceu melhor do que o encontrou.” — (Memórias, 2021, livro publicado em 2021, onde refletiu sobre a sua vida e legado)
A Concelhia do PSD recorda Francisco Pinto Balsemão como um homem de princípios, de cultura e de diálogo, cujo legado continuará a inspirar todos os que acreditam na política como serviço ao bem comum.
A sua partida representa uma perda irreparável para o país e, em particular, para a família social-democrata.
Paulo Martins – PSD Almeirim











