António Faria tem 57 anos e vive com Atrofia Multissistémica, uma doença rara e degenerativa que lhe retirou quase toda a autonomia. Uma campanha solidária foi criada para angariar fundos destinados a tratamentos de saúde considerados essenciais.
António Faria enfrenta uma doença neurodegenerativa rara, progressiva e sem cura, que ao longo dos últimos anos lhe retirou a capacidade de andar, falar, escrever, alimentar-se sozinho e realizar qualquer atividade básica sem ajuda permanente.
De acordo com informações da campanha, apesar do estado físico muito debilitado, António Faria mantém plena consciência e lucidez e sente de forma intensa o impacto da perda de autonomia e da dependência total.
Uma das principais necessidades identificadas é a realização de fisioterapia regular. A ausência deste acompanhamento tem provocado rigidez extrema, dores intensas, inchaços e espasmos musculares, aumentando o risco de feridas, tromboses e perda total de mobilidade. O custo das sessões não pode ser suportado com os rendimentos atuais.
Outro problema grave está relacionado com a alimentação. António perdeu todos os dentes e não consegue utilizar próteses removíveis, o que tem provocado engasgamentos frequentes, dores ao comer, incapacidade de mastigar e uma perda de cerca de 20 quilos. A colocação de próteses dentárias fixas, que implica cirurgia em bloco operatório, é considerada essencial para evitar desnutrição e melhorar a qualidade de vida.
O quadro clínico é ainda agravado por episódios recorrentes de hipotensão ortostática, que causam tonturas, perda momentânea de visão e elevado risco de quedas, exigindo acompanhamento médico regular.
Atualmente, António Faria vive com a mãe, de 83 anos, que é o seu principal apoio. No entanto, devido à idade avançada, não consegue assegurar todos os cuidados necessários, o que contribui para uma situação de isolamento e falta de acompanhamento especializado.
A campanha solidária foi criada por Maria Santos, amiga do António Faria, com o objetivo de angariar fundos para a colocação de próteses dentárias fixas e respetivos custos hospitalares, estimados entre 25 mil e 27 mil euros, bem como para fisioterapia, terapia da fala, transporte adaptado para consultas e outros cuidados de saúde essenciais.
A iniciativa solidária encontra-se a decorrer até às 18h00 do dia 30 de janeiro de 2026. Os donativos podem ser efetuados através da plataforma PPL, onde a campanha está disponível para consulta.













