Afirmando convictamente que não é para trás que se caminha. Que não é com mais despedimentos, com mais precariedade e com mais ataques aos salários que quem trabalha terá uma vida melhor. No passado dia 11 de Dezembro, na Greve Geral que realizaram, mais de 3 milhões de trabalhadores do sector público e privado rejeitaram o pacote laboral que o Governo e seus aliados do Chega e Iniciativa Liberal pretendem ainda fazer aprovar na generalidade, disfarçando aqui e ali para fingir cedências e diálogos conforme mais convir às aparências.
O pacote laboral foi rejeitado, agora vai ter que cair na sua totalidade. Não, não estamos condenados ao retrocesso. Com a força que se despertou com a Greve Geral, como noutros momentos anteriores da nossa história, é possível abrir um caminho de progresso, de direitos e por uma vida melhor, aquela a que também nós temos direito. Depende apenas da força do povo e dos trabalhadores, mandar o empurrão final que leve este pacote laboral ao chão e de onde não mais se levante.
Porque o que faz falta, é aumentar salários e pensões. Porque faz falta a redução do horário para as 35 horas semanais, sem redução de salário. Faz falta o fim dos contratos precários e a revogação das normas que já fazem má a actual legislação laboral. Porque o que faz falta é aplicar os direitos de Abril que a Constituição consagra.
É necessário no próximo dia 28 de Fevereiro, este povo, rumar a Lisboa até à manifestação organizada pelos sindicatos da CGTP-IN, às 14h30, e entre o Cais do Sodré e o Rossio gritar bem alto até o Governo ouvir que não aceitamos que nos retirem mais direitos. Que temos direito e exigimos, uma vida melhor!
Mais: a manifestação marcada pela CGTP para final de fevereiro, na continuidade da luta contra o pacote laboral;
Menos: as tentativas do Governo da AD e seus apoiantes políticos em implementar as alterações laborais, com graves perdas de direitos dos trabalhadores.
Ana Rita Monteiro – CDU Almeirim











