Nas últimas semanas, as cheias voltaram a testar a nossa capacidade coletiva de resposta. Ruas inundadas, famílias apreensivas e prejuízos difíceis de contabilizar lembram-nos que o poder local é, muitas vezes, a primeira linha de apoio às populações. É nestes momentos que se percebe, com clareza, a importância do trabalho diário dos nossos autarcas, em especial dos eleitos nas Juntas de Freguesia.
Foram eles que estiveram no terreno desde a primeira hora, que acompanharam situações mais delicadas, que articularam meios, que ouviram preocupações e que deram a cara quando era preciso decidir e agir. Longe dos holofotes, mas perto das pessoas, mostraram que a política local é, acima de tudo, serviço público. A proximidade faz a diferença: conhecer as ruas, as famílias e as vulnerabilidades permite respostas mais rápidas e humanas.
Mas estas cheias também devem servir de alerta. Não basta reagir; é essencial prevenir, planear e investir em soluções estruturais que minimizem impactos futuros. A resiliência do território constrói-se com visão e compromisso continuado.
Num tempo em que tantas vezes se desvaloriza a política, importa reconhecer quem trabalha com dedicação e sentido de missão. Porque, quando a água sobe, é a proximidade que sustenta a comunidade. É também nestas horas que se mede a seriedade, a liderança e a responsabilidade de quem assume funções públicas.
A todos os nossos autarcas, muito obrigado pelo vosso serviço.
Mais: Proximidade dos autarcas — Estiveram no terreno e ao lado das pessoas desde o primeiro momento.
Menos: Falta de prevenção estrutural — Continuamos a reagir mais do que a antecipar
João Rabita – PS Almeirim











