Terça-feira, setembro 8, 2026 10:33
Região

ANDOVI pede alargamento dos apoios ao vinho a regiões como o Tejo

Por: Daniel Cepa 08 de setembro, 2026 2 minutos de leitura

A Associação Nacional das Denominações de Origem Vitivinícolas (ANDOVI) considera que o apoio anunciado pelo Governo para os viticultores do Douro é positivo, mas defende que a medida deve ser alargada às restantes regiões vitivinícolas do país, incluindo o Tejo, que também enfrenta dificuldades no escoamento da produção e na valorização das uvas.

Em comunicado, a associação, que representa as 14 regiões vitivinícolas de Portugal continental, Madeira e Açores, alerta que os problemas atualmente sentidos no setor não se limitam ao Douro.

“Trata-se, contudo, de uma medida circunscrita a uma única região, numa altura em que todas as regiões vitivinícolas portuguesas enfrentam dificuldades semelhantes, nomeadamente ao nível do escoamento da produção e da quebra dos preços das uvas”, refere a ANDOVI.

A associação espera, por isso, que a ajuda agora anunciada constitua apenas o início de uma resposta mais abrangente.

“A Associação espera, por isso, que este apoio constitua apenas um primeiro passo e que seja rapidamente alargado às restantes regiões vitivinícolas do país”, sublinha.

A ANDOVI lembra que a vindima deste ano começou mais cedo e que várias regiões já se encontram a concluir a campanha. No entanto, continuam a chegar informações sobre dificuldades na colocação das uvas no mercado.

Segundo a associação, os atuais desequilíbrios entre oferta e procura afetam todo o setor vitivinícola nacional e não apenas o Douro.

A organização defende que os apoios diretos devem abranger todas as regiões com Denominação de Origem e Indicação Geográfica que estejam a enfrentar problemas de escoamento da produção.

Entre as medidas propostas está também o reforço das verbas destinadas à promoção dos vinhos portugueses, através de uma maior articulação com as Comissões Vitivinícolas Regionais, tanto no mercado nacional como nos mercados internacionais.

Para a ANDOVI, é igualmente necessário avançar com medidas estruturais capazes de corrigir os desequilíbrios existentes no setor.

A associação aponta a necessidade de melhorar a regulação do mercado dos vinhos de mesa, acompanhar a evolução do consumo, adequar a produção à procura e reduzir a pressão concorrencial provocada pelo aumento das importações.

A ANDOVI defende que o financiamento dos apoios deve ser assegurado através de recursos públicos, nomeadamente do Orçamento do Estado, para evitar que outras regiões fiquem excluídas dos mecanismos de apoio.

“A crise que atualmente afeta a vitivinicultura portuguesa exige uma resposta nacional, coordenada e estrutural”, afirma a associação.

“O apoio ao Douro é positivo e necessário, mas não pode ser a única resposta a um problema que se estende a todo o território vitivinícola nacional”, acrescenta.

Fundada em 1992, a Associação Nacional das Denominações de Origem Vitivinícolas representa e promove as Denominações de Origem e as Indicações Geográficas do setor vitivinícola português, reunindo as 14 regiões produtoras do continente, Madeira e Açores.

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