Sociedade

Furto de catalisadores aumenta quase 19% em Portugal e GNR deixa alerta aos condutores

Por: Daniel Cepa 24 de Julho, 2026 2 Minutos de Leitura

A Guarda Nacional Republicana (GNR) alertou para o aumento dos furtos de componentes automóveis em Portugal, com especial incidência nos catalisadores, tendo sido registadas 685 ocorrências no primeiro semestre de 2026, mais 108 do que no mesmo período do ano passado. O crescimento representa um aumento de cerca de 19%.

Segundo a GNR, os criminosos não procuram a peça para reutilização automóvel, mas sim os metais preciosos existentes no interior dos catalisadores, como o ródio, a platina e o paládio, materiais altamente valorizados nos mercados internacionais devido à sua escassez e importância industrial.

A extração destes componentes é geralmente efetuada com recurso a rebarbadoras portáteis a bateria, permitindo remover um catalisador em menos de um minuto. Posteriormente, os materiais são encaminhados para circuitos ilegais de comercialização e reciclagem.

Dos 685 crimes relacionados com furto de acessórios ou peças de veículos registados este ano, 178 dizem respeito especificamente a furtos de catalisadores.

Os distritos com maior incidência foram Setúbal, com 135 casos, Porto (113), Lisboa (93) e Aveiro (59). A GNR assinala ainda aumentos expressivos em distritos do interior, como Portalegre, Viseu e Leiria, demonstrando a mobilidade geográfica das redes criminosas.

Perante esta realidade, a GNR reforçou a vigilância e as ações de fiscalização dirigidas a oficinas, sucateiras e operadores de gestão de resíduos, procurando combater os circuitos de recetação e venda ilegal destes materiais.

A Guarda aconselha os proprietários de veículos a estacionar, sempre que possível, em locais iluminados, vigiados ou em garagens fechadas, recomendando ainda a instalação de proteções inferiores ou sistemas de alarme específicos.

As autoridades alertam igualmente para a importância de comunicar de imediato movimentos ou ruídos suspeitos junto de viaturas estacionadas, sobretudo porque o corte de um catalisador produz um ruído metálico intenso e característico.

A GNR recorda que a aquisição ou comercialização de peças sem prova da sua origem legal pode constituir crime de recetação e garante que continuará a apostar na prevenção e combate a este tipo de criminalidade em todo o país.

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