A centenária Feira de São Miguel regressa, entre os dias 25 e 27 de setembro, ao Parque do Sorraia, em Coruche, com três dias dedicados à música, ao folclore, à cultura popular, ao comércio tradicional e ao convívio.
O programa musical terá como principais destaques Zé Amaro, David Antunes e Emanuel Moura, contando ainda com um encontro de folclore e a atuação do acordeonista coruchense António Antunes.
Segundo o Município de Coruche, o regresso ao Parque do Sorraia assume um significado particular, por se tratar de “um espaço profundamente ligado à história” da feira, cuja origem remonta a 1689.
Ao recinto regressam também os vendedores e o comércio tradicional ambulante, assim como as tasquinhas dinamizadas pelas associações locais, as farturas, os gelados, o algodão-doce, os carrinhos de choque e as restantes diversões.
A programação estende-se ainda à Praça de Toiros, com animação taurina, e à Tertúlia dos Forcados, que acolherá outros momentos de animação e convívio.
A programação musical começa, na sexta-feira, 25 de setembro, às 22h00, com a atuação de Zé Amaro.
O cantor e compositor apresenta-se em Coruche com o espetáculo “Sou o Zé Amaro, o cowboy português”, levando ao palco um repertório que aproxima a música popular portuguesa das sonoridades e do imaginário country de influência norte-americana e brasileira.
Desde a estreia discográfica a solo, em 2007, Zé Amaro construiu uma identidade artística própria através de temas como “Agarradinho”, “O Coração da Gente Chora”, “Amor de Primavera”, “Cowboy, Cantor e Violeiro” e “Cowboy Apaixonado”.
No sábado, 26 de setembro, também às 22h00, David Antunes e Emanuel Moura partilham o palco da Feira de São Miguel num espetáculo que combinará música, canção portuguesa, fado e humor.
Natural de Santarém, David Antunes ganhou projeção nacional com a The Midnight Band e através da presença regular no programa “5 Para a Meia-Noite”. Pianista, cantor e compositor, tem desenvolvido um percurso marcado pela versatilidade musical e pela proximidade com o público.
Emanuel Moura parte do fado, conjugando a tradição com a escrita, a ironia e o humor. A colaboração entre os dois artistas já passou pelos palcos e pelo estúdio, nomeadamente através dos temas “Não Mandem Bocas”, lançado, em 2023, com Jessica Cipriano, e “Fruta do Chão”, editado, em 2025.
O último dia da Feira de São Miguel será dedicado às tradições populares. O encontro de folclore começa, no domingo, 27 de setembro, às 16h00, reunindo cinco grupos do concelho.
Participam o Rancho Folclórico de São José da Lamarosa, o Rancho Folclórico Regional e Cultural da Branca, o Rancho Folclórico e Cultural Os Malmequeres do Sorraia, o Rancho Folclórico do Biscainho e o Rancho Folclórico Os Arrozeiros do Sorraia.
Os grupos vão apresentar danças, cantares e trajes que continuam a transmitir as tradições ribatejanas entre gerações.
A programação musical termina, às 18h00, com a atuação do acordeonista António Antunes, ligado à freguesia da Lamarosa.
A história da Feira de São Miguel, em Coruche, remonta a 1689, quando o rei D. Pedro II autorizou a realização de uma feira franca anual.
Ao longo dos anos, o certame afirmou-se como um dos principais momentos da vida económica e social do concelho e da região, reunindo populações de diferentes localidades para comprar, vender, negociar e conviver.
A feira tinha também uma importância particular no calendário rural, uma vez que era nesta altura que se pagavam soldadas e se estabeleciam contratos de trabalho para o período seguinte, contado “de São Miguel a São Miguel”.
Com grande expressão até meados do século XX, a Feira de São Miguel foi acompanhando as transformações do território, mantendo, contudo, a sua função de encontro entre gerações.
De acordo com a Câmara Municipal de Coruche, o regresso ao Parque do Sorraia permitirá recuperar a ligação a um local central na memória deste certame, celebrando “uma das mais antigas e reconhecíveis tradições de Coruche”.











