Francisco Veríssimo apresenta exposição de miniaturas “Amor com Arte”

Francisco Veríssimo, está a apresentar a sua exposição de peças de artesanato em miniatura ate ao dia 27 de outubro, na Galeria Municipal de Almeirim. O valor angariado nesta exposição irá reverter na sua totalidade a favor do Bombeiros Voluntários de Almeirim.

Na inauguração, Francisco Veríssimo, deu uma entrevista ao jornal O ALMEIRINENSE, onde explicou mais detalhes desta exposição.

Estas peças são todas feitas à mão?

Sim.

Quanto tempo demora a fazer este tipo de peças?

Depende, um mês, um mês e meio, às vezes dois meses.

Que material é que usa?

Madeira, caixas do vinho de madeira por exemplo, esferovite, napa, tem palhinhas, tem materiais reciclados, uso muita coisa. Eu aproveito muitas coisas, e quando me ocorrem ideias eu vou aplicando. Os carrinhos alguns são vistos na internet, outros são ao vivo, outros é de imaginação, alguns aproveito símbolos das caixas de vinhos ou outras bebidas. Às vezes até aproveito algumas peças de bijuteria para dar mais graça na decoração.

Há quanto tempo faz este trabalho?

Desde 2000, há 23 anos. Em 2002 fiz uma exposição na biblioteca, era para lá estar uma semana e esteve lá 17 dias, porque as pessoas gostaram. Mas as peças daquela altura não têm nada a ver com estas de agora.

Eu tinha uma criação de canários, mas depois a minha esposa ficou alérgica às penas. Com três anos de criação eu fui a uma exposição e ganhei o primeiro, segundo e terceiro prémio. Eu quando agarro numa coisa eu gosto de fazer como deve ser. Entretanto comecei em obras, fiz um primeiro andar, e no sítio onde tinha os pássaros comecei a fazer móveis, portas, tudo em pinho forte, depois envernizava, punha pregos daqueles antigos, ferragens antigas, e aquilo ficava bonito. Depois com os restos da madeira que sobravam, comecei a fazer umas carroças e desde aí nunca mais parei.

Cada peça é única?

Sim, eu não gosto de fazer peças iguais. Qualquer pessoa que me pergunta se eu estou a vender qualquer peça, e eu digo que não tem preço. Não sou capaz de vender estas peças e ficar com o dinheiro para mim, então não tem preço. Agora, nesta exposição, não me custa vendê-las para dar aos bombeiros. É totalmente diferente.

De onde surgiu a ideia desta exposição para ajudar os bombeiros?

O meu filho é bombeiro, mas não foi por isso que quis oferecer-lhes. Eu sempre dei donativos, dei uma vez à “Sãozinha”, de Alcoentre, dei também duas vezes à CRIAL, e agora aos bombeiros. Vamos ajudando assim com o que pudemos.