E agora III

Eis que chegamos a um estado da sociedade que não achávamos possível! Este cenário, só mesmo em filmes, e de ficção. Estamos num Estado de Emergência, mas infelizmente, muitas pessoas ainda não perceberam a necessidade desta medida, pois continuam a fazer as suas saídas como se nada fosse. Entre caminhadas em grupo, famílias inteiras às compras, festas, etc., aumentam a possibilidade de se infetarem ou de infetarem alguém. Dizem que é um tipo de gripe, afinal é uma infeção do aparelho respiratório, mas nós, sociedade, já tratamos mal a gripe, pois não é vista como uma doença de incapacidade momentânea, “…é só uma gripe, não desculpa para não ir trabalhar!”. Não a tratamos como deve ser e depois arrastamos por semanas ou a fazemos evoluir para pneumonia.

Quando se aumentar o nível de controlo porque, o número de infetados e mortos têm taxas elevadas, pode ser que nessa altura, coloquem a mão na consciência e pensem que, “se calhar não devia ter ido todos os dias ao supermercado” ou “não devia ter ido ao supermercado várias vezes por dia”, ou ainda “não devia ter ido com a minha família toda!”. Nessa altura, será tarde, mas espero, muito sinceramente, que não seja tarde demais.

Por muitos apelos que se façam de, “fiquem em casa”, “nós não podemos ficar, fiquem em casa por nós”, não parece ser o suficiente. São só exemplos de frases ditas por profissionais de saúde, autoridades, etc. Mas não devemos esquecer quem nos garante a produção de alimentos, e de quem faz com que, tenhamos todos os dias, alimentos num mercado, mercearia, supermercado, hipermercado ou ainda entregas ao domicílio. Será que é agora que a sociedade irá dar o devido valor a quem cuida dela!?

Por João Vinagre

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