Coronavírus: A primeira entrevista a um almeirinense infetado

Os sintomas foram iguais ao início de uma gripe”, descreve o cidadão almeirinense que aceitou dar uma entrevista ao nosso jornal não revelando a identidade.

O homem teve tosse, febre e dificuldades respiratórias mas de forma ligeira. Sobre o atendimento das entidades competentes, o almeirinense diz que foi “atendido em menos dois de minutos pelo Enfermeiro da Linha Saúde 24, em poucos minutos pelo Médico e no dia seguinte pela Delegada de Saúde. No meu caso e dos meus familiares diretos o acompanhamento tem sido positivo”.

A recuperação está a ser normal, pois “no meu caso concreto é aguardar o período de quarentena em isolamento social”, conta.

Nesta fase, o cidadão residente no concelho diz que apenas se encontra em isolamento social, não familiar pois quando foi detetada a contaminação pelo vírus os familiares poderiam já estar infetados. Colocou a questão do isolamento logo no primeiro contacto com a médica da Saude 24, mas até à data não apresentam sintomas.

No isolamento tem passado o tempo a descansar, dedicar-me mais ao meu hobby que pode ser feito online e vendo um pouco de tv.

Através do Jornal O ALMEIRINENSE, o nosso conterrâneo pede “que tudo isto termine o mais rápido possível e com o menor impacto possível.”

“Penso que há pessoas que ainda não tiveram bem a percepção do estado das coisas e que pensam que «a mim não me calha», pois pode calhar a qualquer um. Comigo aconteceu sem saber quando, onde ou por quem e apesar de estar a cumprir com o que me era pedido, evitar o contacto físico com as pessoas, lavar e desinfectar as mãos com frequência”, sustenta.

O almeirinense alerta ainda para que Portugal não passe pelo que espanhóis e italianos estão a passar: “As situações de Itália e Espanha são muito complicadas por isso devemos respeitar ao máximo as indicações que são dadas para evitar que os números aumentem no nosso país.”

“Felizmente sinto-me bem, por isso resta-me continuar a fazer o que tenho feito até agora e aguardar com calma e sem alarmismos e estar atento aos sinais que o corpo envia”, concluiu em declarações exclusivas ao Jornal O ALMEIRINENSE.

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