Saga AR

As crises revelam muito! Desde bons e maus investimentos, decisões, parcerias e claro, gestões. No caso da AR, parece uma “tempestade perfeita”,
pois analisando tudo o que se têm passado desde a sua criação, está a precipitar-se numa tempestade com consequências imprevisíveis!

A gota de água é a junção de valores astronómicos (aparentemente há casos
a chegar aos milhares), com a diminuição da qualidade do bem fornecido! Casos há de famílias e pessoas sozinhas a entrarem em desespero dos valores a cobrar. Todos sabemos e penso que concordamos, que a violência não pode ser o caminho, mas como em todas as histórias, há sempre duas versões!

Posto isto, a AR diz que irá avançar “com ação judicial devido a agressão a trabalhador e publicações difamatórias nas redes sociais”, pois como toda a entidade patronal deve fazer, defender os seus funcionários!
Pena é que este tipo de atitude e rapidez de acção, não tenha equivalência
na resolução dos descabidos valores que tem emitido! É clara a falta de bom senso, já para não dizer de “eventual má-fé”!

Aparentemente, os seus gestores e presidentes dos vários órgãos, acham
“normal” e “justos”, estes valores nas várias taxas cobradas! No mínimo,
o bom senso dirá o contrário, mas o hábito de serem “donos e senhores” das autárquicas que presidem é mais forte.

Creio que toda esta situação se irá tornar numa Saga, que terá vários episódios e com desfechos fáceis de antever, mas outros que poderão ser esperança para os clientes!

João Vinagre
CDS Almeirim

Artigo de opinião publicado na edição de 15 de dezembro de 2020

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